Outros cuidados importantes Guia explicativo
Quanto se gasta com o filhote no primeiro ano e como se organizar
Os custos de um filhote nos primeiros doze meses, a diferença entre despesa fixa e susto, o peso do porte na conta e um jeito simples de juntar uma reserva para emergências.
- Qualquer idade
Foto: The Bushranger O filhote que chega dormindo no colo vai fazer parte da casa por muitos anos, e é justamente o primeiro ano que costuma apertar mais o orçamento. Nesse período se juntam a compra do enxoval, uma série de consultas e vacinas, o controle de vermes e pulgas, muitas vezes a castração e, em várias casas, o adestramento ou a creche. Quem sabe disso antes de abrir a porta para ele decide com mais calma e leva menos sustos.
Os preços variam demais de uma cidade para outra, de uma clínica para outra e de um ano para o outro, por isso este guia não traz valores. Ele separa as despesas em grupos, aponta quais pesam mais ou aparecem com mais frequência e propõe um jeito prático de se planejar. Para chegar a números de verdade, peça orçamentos perto de casa e anote o que você gastar nos primeiros meses.
O que se compra na chegada
Antes mesmo de o filhote cheirar o tapete da sala, entram na conta os itens do enxoval: potes, caminha, caixa de transporte, cercado ou portãozinho, coleira, peitoral, guia, plaquinha, brinquedos e produtos de higiene. É uma despesa que se concentra nas primeiras semanas, de valor moderado, e fica menor se você comprar só o básico no início. A lista do que vem primeiro está em o que comprar para o filhote.
É nessa mesma época que acontecem a primeira consulta, os exames que o veterinário pedir e o começo das vacinas e da vermifugação. Conte também com trocas ao longo do ano, porque o filhote cresce rápido: a coleira que fechava no primeiro furo logo fica curta, e o mesmo vale para o peitoral, a cama e, nos cães grandes, a caixa de transporte.
O que se repete todo mês
A comida é a despesa fixa que mais pesa e a que mais muda com o porte: um cão grande pode comer várias vezes o que come um pequeno. A qualidade da ração também conta, e a economia feita com uma ração fraca pode voltar como gasto com saúde. Os petiscos, que parecem coisa pouca, viram um valor considerável no fim do mês.
Somam-se a isso os tapetes higiênicos ou os saquinhos de cocô, o material de limpeza, o controle de parasitas de dentro e de fora do corpo, seguindo o calendário do veterinário, e os brinquedos novos para repor os que viram farrapo em poucos dias. Se o filhote vai ao banho no pet shop, à creche ou sai com passeador, esses serviços costumam estar entre as maiores despesas mensais.
- Pesam muito: ração e serviços como creche, passeador e banho em pet shop.
- Pesam médio: controle de parasitas, tapetes higiênicos e petiscos.
- Pesam pouco: saquinhos, brinquedos de reposição e material de limpeza.
A saúde que se concentra no primeiro ano
No primeiro ano o filhote vai mais vezes à clínica do que nos anos seguintes, por conta das vacinas iniciais e das revisões do crescimento. Em cada ida costuma haver o valor da consulta e o da vacina ou do remédio aplicado. Quantas visitas serão depende do esquema que o veterinário montar para ele.
A castração, quando a família escolhe fazer, é uma despesa única e expressiva, que muda conforme o porte, o sexo e os exames pedidos antes da cirurgia. Podem entrar ainda o microchip, exames de sangue e de fezes e, em certas raças, consultas com especialista. Deixar esses grupos previstos impede que um cuidado importante fique para depois por falta de dinheiro separado.
O imprevisto, que é o que mais assusta
Filhote engole a tampinha da garrafa, come o que caiu da mesa, despenca do sofá, tem diarreia e se machuca correndo no corredor. Uma noite no pronto-atendimento, com exames e medicação, pode sair mais caro que vários meses de ração. Uma cirurgia para tirar um objeto engolido ou tratar uma fratura pode exigir um valor alto de uma só vez.
O caminho que mais funciona é manter uma reserva de emergência só do cão, abastecida todo mês com uma quantia fixa, mesmo pequena. Há ainda o plano de saúde pet, que pode cobrir consultas e parte dos procedimentos. Antes de assinar, compare carências, coberturas, limites e coparticipação e confira se a sua clínica preferida e um pronto-atendimento 24 horas perto de casa fazem parte da rede. Muitas famílias usam as duas saídas juntas.
Montando o orçamento no papel
Abra uma planilha simples, ou até uma folha de caderno, com os grupos: comida, higiene, prevenção, consultas e vacinas, acessórios, serviços e reserva de emergência. Durante os três primeiros meses, registre cada gasto que aparecer. Passado esse tempo, você terá uma média confiável da sua realidade e poderá acertar o planejamento.
Peça ao veterinário uma previsão do calendário de consultas, vacinas e prevenção do primeiro ano, assim você enxerga com antecedência os meses mais caros. Compare o preço dos sacos maiores de ração, desde que dê para guardá-los fechados e em lugar seco, e olhe a validade. Brinquedos de enriquecimento podem ser feitos em casa com material simples; há ideias em brincadeiras com comida feitas em casa.
Deslizes frequentes
Pensar só no valor da compra ou da adoção.
A maior parte do custo vem depois: comida, saúde e cuidados por muitos anos. Faça a conta do primeiro ano antes de levar o filhote para casa.
Cortar a prevenção para gastar menos agora.
Vacinas e controle de parasitas costumam sair bem mais em conta que o tratamento das doenças que eles evitam.
Ficar sem reserva para emergências.
Separe uma quantia fixa por mês. Com o dinheiro à mão, a emergência não vira uma escolha difícil.
Assinar um plano de saúde sem ler carências e coberturas.
Confira antes o que está incluído, a partir de quando vale e em quais clínicas.
Escolher um cão de porte grande sem pensar no gasto com ração e remédios.
Vários custos crescem junto com o peso. Considere o tamanho que ele terá adulto ao planejar.
Checklist
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Hora de chamar o veterinário
Fale com o veterinário quando
- Peça uma previsão dos procedimentos esperados para o primeiro ano.
- Peça o orçamento por escrito antes de exames e cirurgias que não sejam urgentes.
- Pergunte quais cuidados preventivos vêm primeiro se o dinheiro estiver curto.
- Diante de um sinal de urgência, não deixe de ir ao veterinário por causa do custo: busque atendimento e converse sobre as formas de pagamento.
- Se precisar, pergunte sobre atendimento veterinário gratuito ou mais barato, como hospitais-escola e programas da prefeitura.
A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.
Dúvidas que sempre aparecem
Qual é o gasto mensal com um filhote?
Varia muito com o porte, a ração, a cidade e os serviços que você usa. Em vez de confiar em médias da internet, registre o que gastar de verdade nos primeiros meses e planeje a partir desse número.
Cão grande sai mais caro?
Na maioria das vezes, sim: ele come mais, precisa de doses maiores de remédios e antiparasitários e usa acessórios maiores. Banho e hospedagem também costumam custar mais para os cães grandes.
Adotar é mais barato do que comprar?
Adotar diminui ou zera o custo de aquisição, e muitos cães adotados já chegam vermifugados, vacinados ou castrados. Os gastos para manter o cão ao longo da vida, porém, são parecidos e pedem o mesmo planejamento.
Tem atendimento veterinário mais barato?
Algumas cidades contam com hospitais veterinários de universidades, ONGs e programas da prefeitura que fazem atendimento ou castração de graça ou com preço reduzido. Busque informação na prefeitura e nas faculdades de veterinária perto de você.
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