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Como preparar a casa para a chegada do filhote

Deixe a casa segura e aconchegante antes de o filhote chegar: enxoval, perigos escondidos, um canto só dele, caixa de transporte e ajustes em cada fase.

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  • Revisto em 7 de outubro de 2026
Preparação da casa: filhote de cachorro em casa Foto: Sergiy Galyonkin from Raleigh, USA

O momento certo de arrumar a casa é antes de o filhote cruzar a porta. Nos primeiros dias, a família se divide entre o xixi no tapete da sala, o choro de madrugada e as idas ao veterinário, e ninguém lembra da tomada sem protetor, do emaranhado de fios atrás da TV ou do vaso de planta no chão da varanda. Um fim de semana dedicado a isso poupa boa parte dos sustos e deixa a adaptação bem mais leve para todo mundo.

Arrumar a casa não é deixá-la sem graça nem gastar uma fortuna. É olhar cada cômodo da altura e com a curiosidade de um filhote, que testa tudo com a boca, se enfia em qualquer fresta e ainda não faz ideia do que é perigoso. É também montar um cantinho só dele, previsível e confortável, onde ele possa dormir, comer e se sentir protegido.

Aqui está o essencial para casas e apartamentos do Brasil, pensando em coisas bem nossas, como piso frio, sacada, área de serviço cheia de produtos de limpeza, calor forte e vizinhos de condomínio. Os artigos do tema detalham o enxoval, a segurança de cada cômodo, a montagem do espaço e o treino com a caixa de transporte.

Olhe com os olhos do filhote: onde moram os perigos

Fique de joelhos, de verdade, na altura de um filhote, e dê uma volta pela casa. Vão aparecer coisas que ninguém enxerga em pé: o carregador do celular pendurado na tomada, o elástico de cabelo debaixo do sofá, a meia perdida no quarto, o balde com água sanitária atrás da porta da área de serviço. O que estiver ao alcance dele tende a ser mordido, puxado ou engolido.

Os perigos se dividem em alguns grupos: fios e tomadas, que podem dar choque e queimar a boca; objetos pequenos que cabem na garganta, como pilhas, brinquedos de criança, tampinhas e moedas; produtos de limpeza, inseticidas e venenos para rato ou barata; remédios de gente; plantas tóxicas; e quedas, seja da sacada sem tela, da escada ou do colo de uma criança.

As plantas pedem cuidado redobrado porque estão em quase toda casa brasileira. Comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge, lírio-da-paz, costela-de-adão, antúrio, bico-de-papagaio e azaleia estão entre as que podem irritar a boca, provocar vômito ou causar uma intoxicação mais séria. O mais simples é tirá-las do alcance ou de dentro de casa enquanto ele for filhote. Ficou em dúvida sobre alguma espécie? Trate como se fosse tóxica.

  • Fios protegidos por canaletas ou presos longe do alcance.
  • Produtos de limpeza e venenos em armários altos ou com tranca.
  • Lixeiras tampadas, principalmente na cozinha e no banheiro.
  • Plantas tóxicas longe do alcance ou fora de casa.
  • Sacadas, janelas e vãos sem proteção com tela ou com o acesso bloqueado.

O canto do filhote: um lugar seguro para ficar

Nos primeiros meses, o filhote não deve circular pela casa inteira quando não há ninguém de olho. Defina um espaço só dele, como um cercadinho ou um pedaço da cozinha ou da lavanderia fechado com portãozinho, com a cama, a água, alguns brinquedos e, bem longe da cama, o tapete higiênico ou o jornal.

Esse cantinho resolve várias coisas de uma vez: protege o filhote dos perigos quando você se distrai, ajuda no aprendizado do xixi no lugar certo, organiza a rotina de descanso e prepara aos poucos para os momentos em que ele vai ficar só. Ele não é castigo. Tem de ser um lugar gostoso, ligado a coisas boas, como petiscos e brinquedos recheados.

Escolha um ponto sem vento encanado, sem sol batendo o dia inteiro e longe de barulho forte, como a máquina de lavar centrifugando. Com piso frio, um tapete ou uma cama com isolamento evita que o filhote passe frio. O passo a passo completo está em Como montar o espaço do filhote.

O enxoval que importa e o que pode ficar para depois

Na loja, a lista de produtos para filhote parece não ter fim, mas o básico é curto: potes de comida e água que não virem, a ração que ele já come, uma cama que vá para a máquina, tapetes higiênicos ou outra solução para as necessidades, coleira ou peitoral leve com plaquinha, guia, alguns brinquedos seguros e mordedores, uma caixa de transporte e um produto sem amônia para limpar os acidentes de xixi.

Roupinha, perfume, xampu especial, brinquedo eletrônico e acessório de enfeite podem esperar. Vários deles nem são indicados para filhotes muito novos. Fique no básico e repare no que o seu realmente usa: tem filhote que prefere esticar a barriga no piso frio quando faz calor, tem filhote que só dorme encaixado numa cama com bordas.

Pergunte ao criador, ao abrigo ou ao protetor qual ração o filhote come e, se der, traga um paninho ou brinquedo com o cheiro da ninhada. Manter a mesma comida nos primeiros dias e ter algo conhecido por perto diminui o estresse da mudança. A lista completa está em Enxoval do filhote.

Regras da casa combinadas antes da chegada

Arrumar a casa inclui arrumar as pessoas. Antes de o filhote chegar, sente com todos os moradores e defina as regras: ele vai poder subir no sofá? Vai dormir no quarto? Quem leva para o xixi logo cedo? Quem serve a comida? Cada pessoa com uma regra diferente deixa o filhote confuso e atrasa o aprendizado.

Combinem também os hábitos que protegem o filhote: porta do banheiro e da área de serviço fechada, tampa do vaso abaixada, sapatos guardados, bolsas e mochilas fora do chão (é nelas que costumam estar remédios, chicletes e balas com xilitol, que é tóxico para cães) e portão e porta da rua sempre trancados.

Em apartamento, leia o regulamento do condomínio sobre animais: uso do elevador, circulação nas áreas comuns e onde é permitido passear. Saber disso antes evita atrito com os vizinhos nas primeiras semanas, que já costumam vir com algum choro e latido.

  • Decidir onde o filhote vai dormir nas primeiras noites.
  • Combinar quais cômodos ficam de porta fechada.
  • Dividir quem cuida da comida, das saídas para o xixi e da limpeza.
  • Escolher as palavras que todos vão usar em comandos como vem e senta.

Caixa de transporte: serve para muito mais coisa

A caixa de transporte é obrigatória para a viagem até a casa nova, para as consultas e para os passeios de carro mais longos. Quando o filhote aprende a gostar dela, ela vira também um refúgio, um cantinho seguro para descansar em horas de estresse, como dia de visita, noite de fogos ou uma internação.

No tamanho certo, o filhote consegue ficar em pé, dar a volta e deitar com conforto. Se ele vai crescer bastante, conte com a compra de outra caixa mais adiante. A adaptação precisa ser gradual e agradável, sem empurrar o filhote para dentro e sem usar a caixa como castigo. O processo está em Caixa de transporte: como acostumar o filhote.

A casa muda junto com o filhote

A arrumação não acaba na primeira semana. Aos 3 ou 4 meses, o filhote ganha agilidade e chega a lugares novos; dos 4 aos 6 meses, a troca de dentes aumenta a vontade de roer rodapé, pé de cadeira e cabo; na adolescência, ele pode descobrir como abrir porta de armário baixo, subir nos móveis e alcançar a bancada da cozinha.

A cada fase nova, refaça a volta de segurança na altura que ele tem agora. Revise as travas dos armários, onde ficam o lixo e a comida, as telas das janelas e o portão da rua. Conforme ele mostra confiança e bons hábitos, vá liberando a casa aos poucos, um cômodo por vez. A página Casa segura para o filhote traz uma lista cômodo por cômodo para essa revisão.

O que fazer em cada idade

Toque na idade do seu filhote. Quem já preencheu a idade em Meu filhote vê a aba certa aberta de cara.

Até 8 semanas Recém-chegado ao mundo

  • Se a ninhada está na sua casa, manter um ninho quentinho, seco e com bordas que impeçam os filhotes de sair.
  • Forrar o ninho com panos fáceis de lavar e trocá-los várias vezes por dia.
  • Quando os filhotes começarem a andar, reservar um canto um pouco longe do ninho para as necessidades.
  • Se o filhote ainda vai chegar, aproveitar essas semanas para comprar o básico e fazer a volta de segurança.
Ver a fase completa de até 8 semanas

Deslizes frequentes

Soltar o filhote pela casa toda já no primeiro dia.

Comece com um espaço pequeno e seguro e vá ampliando conforme ele aprende onde fazer as necessidades e o que pode morder.

Achar que a planta já está alta o bastante.

Folha cai e filhote escala. Enquanto ele for filhote, tire as plantas tóxicas de casa ou coloque-as num lugar onde ele de fato não alcance.

Limpar o xixi com produto à base de amônia ou com cheiro forte de cloro.

O cheiro pode chamar o filhote de volta para o mesmo ponto. Use produtos enzimáticos ou neutros, feitos para isso.

Comprar tudo antes de conhecer o filhote.

Fique no básico. O tamanho da cama, o tipo de brinquedo e o modelo de peitoral dependem do porte e das preferências que ele vai revelar.

Usar o cercadinho ou a caixa como castigo.

O canto do filhote tem de lembrar coisas boas. Leve-o para lá com petiscos e brinquedos, nunca logo depois de uma bronca.

Deixar a porta da sacada aberta só por uns minutinhos.

Uma queda acontece em segundos. Coloque tela de proteção ou mantenha a porta da sacada sempre fechada.

Checklist: preparação da casa

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Hora de chamar o veterinário

Vá ao atendimento agora

  • Suspeita de que ele engoliu produto de limpeza, veneno, remédio de gente ou planta tóxica: procure atendimento na hora e leve a embalagem ou um pedaço da planta.
  • Choque elétrico ao morder um fio, mesmo que depois o filhote pareça normal.
  • Queda de lugar alto, como da sacada, da escada ou do colo.
  • Engasgo, ânsia sem conseguir vomitar ou suspeita de ter engolido objeto como pilha, meia ou brinquedo.
  • Baba em excesso, boca inchada, tremores ou convulsão.

Agende uma consulta ou pergunte

  • Um vômito isolado depois de morder planta ou objeto, para saber se é preciso fazer algum exame.
  • Feridas ou irritação na boca depois de roer móveis ou objetos.
  • Dúvidas sobre quais plantas e produtos da casa são seguros.
  • Coceira ou irritação na pele depois do contato com o produto usado no piso.
  • Acidentes de xixi muito frequentes ou com sangue, mesmo com a rotina em ordem.

A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.

Para ir mais fundo

Textos do acervo que olham de perto cada pedaço de preparação da casa.

Dúvidas que sempre aparecem

Com quanto tempo de antecedência devo preparar a casa?

Uma ou duas semanas antes é o ideal, para comprar o básico, montar o canto dele e fazer a volta de segurança com calma. Assim, quando ele chegar, sua atenção fica toda no filhote.

Jornal pode substituir o tapete higiênico?

Pode, principalmente no começo. O jornal é barato e funciona, mas absorve menos e pode manchar o piso. O que importa é manter o lugar das necessidades sempre no mesmo ponto e longe da cama e da comida.

O filhote pode ficar no quintal ou na área externa?

Nos primeiros meses, ele precisa de proteção contra frio, chuva, sol forte e contato com outros animais, e de muita convivência com a família. Se tiver quintal, use com supervisão e com um abrigo adequado, e deixe o filhote dentro de casa à noite.

É preciso portãozinho na escada?

Sim, se houver escada em casa. O filhote pode cair subindo ou descendo, e cães pequenos e grandes em crescimento não devem usar escada com frequência. O portão ainda ajuda a delimitar o canto dele.

Quais plantas comuns oferecem risco ao filhote?

Entre as mais presentes em casas brasileiras estão comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge, lírio-da-paz, costela-de-adão, antúrio, bico-de-papagaio, azaleia e copo-de-leite. Na dúvida, deixe qualquer planta fora do alcance.