Preparação da casa Passo a passo
Como fazer o filhote gostar da caixa de transporte
Escolha a caixa de transporte no tamanho certo e apresente-a ao filhote em etapas, para que idas ao veterinário, viagens e voltas de carro fiquem sossegadas.
Foto: Autor desconhecido Em muitas casas, a caixa de transporte sai do armário só no dia da vacina ou da viagem, e acaba ganhando fama de coisa ruim: o cão finca as patas na entrada, chora o caminho inteiro e chega tremendo à sala de espera. Com um pouco de treino, a cena muda. O filhote que descobre cedo que a caixa é um cantinho gostoso entra por conta própria, cochila no trajeto e desembarca bem mais tranquilo.
A caixa não serve só para levar o cão de um lugar a outro. Ela ajuda em momentos que quase todo tutor vive mais cedo ou mais tarde: o repouso depois de uma cirurgia, a semana de obra ou de mudança, a noite de fogos e a estadia em hotel ou casa de parentes. Vale dedicar algumas semanas de treinos curtos e agradáveis, de preferência começando junto com a organização do cantinho do filhote. As etapas abaixo mostram o caminho.
Passo a passo
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1. Transforme a caixa em mais um móvel da casa
Deixe a caixa aberta, sem a porta ou com a porta amarrada para não bater, num lugar onde o filhote costuma ficar, de preferência dentro do cantinho dele. Forre com uma mantinha ou toalha. Deixe que ele cheire e investigue sem nenhuma cobrança.
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2. Faça surgirem coisas boas lá dentro
Algumas vezes por dia, solte uns grãos de ração ou petiscos perto da entrada e, depois, cada vez mais no fundo. Quando ele entrar, elogie com voz tranquila. De vez em quando, esconda lá dentro o brinquedo preferido dele, para que ele encontre por conta própria.
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3. Sirva as refeições na caixa
Ponha o pote de comida na porta e, ao longo dos dias, vá empurrando para dentro, até que o filhote faça a refeição toda lá dentro. Comer ali todos os dias cria uma lembrança boa e forte.
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4. Feche a porta por poucos segundos
Enquanto ele come ou rói um brinquedo recheável, feche a porta por alguns segundos e abra antes que ele acabe. Repita, esticando o tempo aos poucos. Fique perto e mantenha o clima calmo. Abra quando ele estiver tranquilo, nunca no meio do choro.
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5. Estique o tempo e se afaste
Quando ele aceitar a porta fechada por alguns minutos, comece a sair do campo de visão por um instante e voltar. Devagar, chegue a períodos de 10 a 20 minutos, sempre com algo para roer. Nessa altura, muitos filhotes já passam a cochilar dentro da caixa.
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6. Levante e carregue a caixa
Com o filhote dentro e calmo, erga a caixa por alguns segundos e pouse de novo no chão. Em seguida, ande com ela pela casa. Dê um petisco no fim. Essa etapa acostuma o filhote ao balanço do transporte.
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7. Faça passeios curtos e gostosos de carro
Prenda a caixa no carro e dê voltas de poucos minutos, retornando para casa ou parando num lugar agradável. Repita algumas vezes antes da próxima consulta, para que nem toda saída de carro acabe no veterinário.
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8. Não deixe o costume morrer
Mesmo depois que o filhote aceitar a caixa, mantenha-a à disposição em casa e jogue um petisco lá dentro de vez em quando. O cão que só vê a caixa em dia de viagem costuma voltar a resistir.
Escolhendo a caixa
Na medida certa, o filhote consegue ficar em pé sem raspar a cabeça no teto, dar a volta e deitar de corpo esticado. Uma caixa grande demais deixa o cão deslizar e bater nas paredes durante o trajeto; uma apertada demais incomoda e pode ser recusada por empresas de transporte. Se ele for crescer muito, conte com a troca de caixa em algum momento do primeiro ano.
As caixas rígidas de plástico são as preferidas para o carro e para as consultas, e as que abrem também pela parte de cima facilitam tirar o filhote na clínica. Para viajar de avião, cada companhia aérea tem regras próprias de material, ventilação, travas e medidas, que mudam de uma empresa para outra e ao longo do tempo, então confirme direto com ela antes da compra. Bolsas de tecido são práticas para cães pequenos em percursos curtos, mas protegem menos.
- Aberturas de ventilação em pelo menos dois lados.
- Porta com trava segura, que o filhote não consiga destravar.
- Fundo firme, que não entorte com o peso do cão.
- Parte interna lisa, sem quinas nem parafusos aparentes.
Por que ir devagar faz diferença
No começo, ficar trancado num espaço pequeno é estranho para qualquer filhote. Se o primeiro contato com a caixa for ser enfiado lá dentro e levado para tomar vacina, essa lembrança ruim gruda e custa a sair. Agora, se a caixa surgir antes como o lugar onde aparecem petiscos e onde dá vontade de tirar um cochilo, a porta fechada passa a ser só um detalhe.
Repita cada etapa até ele ficar relaxado e só então siga para a próxima. Há filhotes que passam por tudo em poucos dias, e outros que levam semanas. Se aparecer medo, como tentativa de fugir, respiração ofegante, tremor ou choro forte, volte para a etapa anterior.
A caixa dentro do carro
No carro, prenda a caixa com o cinto de segurança ou acomode-a no assoalho do banco de trás, de modo que ela não escorregue numa freada. Não coloque a caixa no porta-malas fechado de carros sedã, onde o ar circula mal, nem debaixo de sol forte. Jamais deixe o filhote sozinho no carro, nem por alguns minutos: num dia quente, o interior esquenta muito rápido e isso pode matar.
Há filhotes que enjoam no carro, babam e vomitam. Saídas curtas e frequentes, sem a barriga muito cheia, costumam melhorar o quadro com o tempo. Se o enjoo continuar, fale com o veterinário, que pode avaliar o caso. Para trajetos longos, leia como viajar com o filhote.
Deslizes frequentes
Enfiar o filhote na caixa no dia da consulta.
Comece o treino assim que ele chegar, dias antes da primeira saída, para que a caixa já seja conhecida.
Usar a caixa para castigar.
A caixa precisa estar sempre ligada a conforto e coisas boas. Castigo joga fora todo o trabalho de adaptação.
Abrir a porta sempre que o filhote chora ou arranha.
Assim ele aprende que o choro resolve. Volte a períodos mais curtos e abra num momento de calma.
Manter o filhote trancado na caixa por horas dentro de casa.
O filhote precisa fazer xixi várias vezes, beber água e se mexer. Para períodos mais longos, use o cantinho dele, que é mais espaçoso.
Deixar a caixa solta em cima do banco do carro.
Prenda com o cinto ou ponha no assoalho, onde ela não sai do lugar em freadas e curvas.
Checklist
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Hora de chamar o veterinário
Fale com o veterinário quando
- Enjoo, baba ou vômito em todas as saídas de carro, até nas curtas.
- Pânico forte dentro da caixa, com tentativas de fuga que deixam machucados.
- Sinais de calor demais depois do transporte: respiração muito ofegante, língua muito vermelha ou arroxeada, fraqueza.
- Antes de viagens longas ou de avião, para orientações e documentação.
- Se pensar em dar qualquer remédio para a viagem: só com indicação do veterinário.
A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.
Dúvidas que sempre aparecem
Em quanto tempo o filhote se acostuma com a caixa?
Pode levar de poucos dias a algumas semanas. Filhotes mais novos costumam se adaptar mais depressa. A velocidade certa é a que mantém o filhote relaxado em cada etapa.
O filhote pode passar a noite na caixa?
Muitos dormem bem nela, sobretudo perto da cama do tutor. Só que filhotes pequenos não aguentam o xixi a noite toda, então é preciso levá-lo para se aliviar de madrugada ou deixar a porta aberta para o espaço com tapete higiênico.
O que vai dentro da caixa?
Uma mantinha ou toalha, um brinquedo seguro para roer e, nas viagens, um tapete higiênico embaixo da manta. Deixe de fora objetos que ele possa destruir e engolir.
A caixa do carro também serve para o avião?
Nem sempre. Cada companhia aérea tem exigências próprias de modelo, tamanho e material, que variam e mudam. Confirme com a empresa antes de comprar ou de viajar.
Texto ligado ao tema Preparação da casa. O guia desse tema reúne o que fazer em cada idade, os deslizes mais vistos e a lista inteira para marcar.
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