Etapa do crescimento · Chegada em casa
Filhote de 2 a 3 meses
A chegada ao novo lar: sono, quatro refeições por dia, xixi no lugar certo, vacinas e socialização segura no período em que o filhote mais aprende.
Foto: Autor desconhecido Entre 8 e 12 semanas, a maior parte dos filhotes deixa a ninhada e chega à casa nova. Tudo muda de uma vez: cheiros, pessoas, barulhos e regras. Ele ainda dorme muito, tem a bexiga pequena e se cansa depressa, mas está bem no meio da janela de socialização, quando aprende com mais facilidade o que é seguro e normal.
O objetivo agora é construir uma base tranquila: rotina previsível, um cantinho só dele, comida adequada, começo do esquema de vacinas e muitas experiências boas, sempre no ritmo do filhote. Os primeiros dias costumam ser os mais puxados, principalmente à noite, com o choro no escuro. Nossos guias sobre a primeira noite em casa e sobre o espaço do filhote ajudam a organizar essa chegada.
Lembre que a proteção das vacinas ainda não está completa. Isso não quer dizer prender o filhote em casa: dá para socializar com segurança, no colo, dentro de casa e com cães saudáveis e vacinados, enquanto o veterinário decide quando ele pode pisar no chão da rua.
O que muda no filhote agora
- Sono: nessa idade o filhote passa a maior parte do dia dormindo, em cochilos entre uma atividade e outra. Dormir o bastante é essencial para crescer e para guardar o que ele aprende.
- Bexiga pequena: o controle do xixi ainda é curto. Ele costuma precisar sair ao acordar, depois de comer, depois de brincar e várias vezes durante o dia e a noite.
- Dentinhos afiados: todos os dentes de leite já nasceram e são bem pontudos. Mordiscar mãos, barra de calça e objetos é o jeito natural de explorar e brincar, e precisa ser desviado com paciência.
- Sentidos afinando: visão e audição já funcionam bem, e o faro é a principal ferramenta para descobrir as coisas. Tudo passa pelo focinho e, muitas vezes, vai parar na boca.
- Fase de sensibilidade ao medo: perto de 8 a 11 semanas, muitos filhotes ficam mais impressionáveis. Um susto pode marcar mais do que em outras idades, por isso as novidades devem chegar aos poucos.
- Aprende rápido: ele já consegue aprender o próprio nome, a sentar e a vir quando chamado, em sessões curtinhas e com recompensa.
- Diferença de porte: raças miniatura têm pouca reserva de energia e sofrem mais com longos intervalos sem comer; raças grandes crescem muito rápido e se dão bem com ração feita para o porte.
O que vem primeiro
Rotina previsível desde o primeiro dia
Comer, dormir, brincar e fazer as necessidades em horários parecidos diminui a ansiedade e acelera o aprendizado. Veja como montar uma rotina para o filhote.
Sono e rotinaQuatro refeições ao dia
Nessa idade, a maioria dos filhotes faz em torno de quatro refeições por dia com ração para filhotes, na quantidade da embalagem ajustada pelo veterinário. Se for trocar a ração, faça a mudança aos poucos.
AlimentaçãoComeço das vacinas e da prevenção
É a época das primeiras doses da vacina polivalente e do controle de vermes. O veterinário monta o calendário e diz quando o filhote pode andar no chão da rua. Saiba mais em Vacinas do filhote.
Vacinas e prevençãoSocialização com segurança
Mostre pessoas diferentes, os barulhos da casa, pisos variados e cães adultos saudáveis e vacinados, sempre em momentos curtos e agradáveis. Passear no colo permite conhecer a rua sem pisar no chão de áreas públicas.
SocializaçãoXixi no lugar certo
Leve o filhote ao lugar das necessidades muitas vezes e premie no exato momento do acerto. Os escapes vão acontecer: limpe sem bronca. O passo a passo está em Xixi e cocô no lugar certo.
AdestramentoMordidas desviadas
Deixe mordedores sempre por perto e, quando ele abocanhar sua mão, troque a mão pelo brinquedo. Se ele ficar agitado demais, encerre a brincadeira com calma.
MordidasCasa pronta
Fios escondidos, produtos de limpeza e plantas longe do alcance, escadas bloqueadas e um cercadinho ou cantinho seguro para os momentos em que ninguém pode vigiar.
CasaTema por tema, nesta idade
Abra cada área para ver, em poucas linhas, como fica o cuidado com um filhote de 2 a 3 meses.
Alimentação
- Em geral são quatro refeições por dia, espalhadas entre o começo da manhã e o início da noite, com intervalos parecidos.
- Siga com a ração de antes por ao menos uma ou duas semanas; a mudança de casa já pesa bastante no intestino.
- Nas raças mini, evite longos jejuns: tremedeira, fraqueza e sono fora do comum podem ser hipoglicemia e pedem atendimento.
- Separe alguns grãos da ração para premiar os primeiros treinos de nome e de xixi no lugar.
Vacinação e cuidados preventivos
- Leve o filhote à primeira consulta logo nos primeiros dias, mesmo que ele esteja com cara de saudável.
- Cumpra o calendário da vacina polivalente montado pelo veterinário, sem esticar os intervalos entre as doses.
- Mostre o mundo em casa e no colo; nada de chão de calçada, praça ou pet shop até a liberação.
- Repare todo dia no apetite, nas fezes, na disposição e na pele, e anote o que mudar.
Higiene
- Hora de começar o treino de manuseio: toques rápidos nas patas, nas orelhas e na boca, sempre seguidos de petisco.
- Nas primeiras semanas em casa, troque o banho completo por limpezas localizadas com pano molhado ou lenço sem perfume.
- Deixe a escova de pelo e a de dentes ao alcance do focinho, para ele cheirar e lamber, sem escovar ainda.
- Corte só a pontinha das unhas, que nessa fase parecem agulhas, uma ou duas por vez.
Sono e rotina
- É a fase da chegada: conte com 16 a 20 horas de sono por dia, divididas em vários cochilos, e uma ou duas idas ao xixi de madrugada.
- Nas primeiras noites, deixe a caminha ou a caixa de transporte ao seu lado e responda ao choro com tranquilidade, levando ao xixi quando for preciso.
- Divida o dia em ciclos curtos: acordar, xixi, comida ou brincadeira, exploração e cochilo. Ficar acordado tempo demais deixa o filhote elétrico.
- Defina horários fixos para comer, em geral com várias refeições ao longo do dia, como o veterinário orientar.
Socialização
- É o trecho mais produtivo da janela de socialização: programe novidades rápidas quase todo dia, sempre com intensidade baixa.
- Enquanto o veterinário não libera, mostre o mundo pelo colo, pelo carrinho e pela própria casa, sem colocar o filhote no chão de lugares arriscados.
- Convide poucas visitas tranquilas de cada vez e apresente os barulhos da casa junto com petiscos.
- Comece a tocar patas, orelhas e boca do filhote em sessões que durem só alguns segundos.
Adestramento básico
- A meta principal é o xixi no lugar: leve o filhote ao cantinho combinado nos horários previsíveis e premie no mesmo instante.
- Comece o treino do nome e dê um prêmio toda vez que ele olhar para você por conta própria.
- Dois a três minutos por treino bastam. Ele cansa depressa e passa boa parte do dia cochilando.
- Inicie o senta guiando com um petisco e premie cada vez que ele sentar sozinho ao seu lado.
Mordidas e comportamento
- Chegada na casa nova: conte com mordidas frequentes nas mãos, nos pés e na roupa. Deixe sempre um brinquedo à mão para desviar.
- Garanta muitas horas de sono, normalmente de 16 a 20 por dia. A crise de mordidas do fim da tarde costuma ser cansaço; leve o filhote para descansar num canto sossegado.
- Inicie o treino de ficar só com ausências de segundos, dentro de casa, e mantenha a caminha perto de você à noite.
- Acostume o filhote a ter boca, orelhas e patas tocadas, com petiscos, em sessões de poucos segundos, já pensando na escovação e nas consultas.
Passeios
- A ida ao chão da rua ainda depende das vacinas: siga o veterinário sobre quando o filhote pode pisar em áreas onde circulam outros cães.
- Se o veterinário concordar, saia com ele no colo ou na bolsa de transporte para ver o movimento.
- Mostre o peitoral e a coleira dentro de casa, por poucos minutos, sempre com petisco e brincadeira.
- Ensaie andar com a guia solta pela sala e pelo corredor, sem puxões.
Enriquecimento ambiental
- Comece com jogos de faro bem simples, com petiscos ou grãos de ração visíveis no chão.
- Dê pelúcias firmes e mordedores de borracha flexível, sempre do tamanho certo para o porte.
- Coloque parte da ração em brinquedos simples que soltam grãos para ocupar o filhote nas horas de calma.
- Respeite as sonecas: atividades de poucos minutos, separadas por longos descansos.
Cuidados por fase de crescimento
- Preparar a chegada com o cantinho já montado e uma rotina simples de comida, sono e xixi.
- Marcar a primeira consulta logo nos primeiros dias, levando os papéis entregues pelo criador ou pelo abrigo.
- Servir refeições pequenas e frequentes, em geral três ou quatro por dia, com a ração certa para a idade e o porte.
- Iniciar a socialização com segurança: visitas em casa, barulhos da rotina, passeios no colo em lugares movimentados, como o veterinário orientar.
- Guardar as horas de sono: nessa idade ele dorme a maior parte do dia e, cansado, fica irritado e mordedor.
Preparação da casa
- Deixar o canto do filhote pronto antes da chegada, com cama, água, brinquedos e lugar para as necessidades.
- Bloquear o acesso a escadas, sacadas sem tela, banheiros e área de serviço.
- Tirar do chão fios, sapatos, meias, brinquedos das crianças e objetos pequenos.
- Limpar os acidentes de xixi com produto enzimático ou sem amônia.
- Deixar a caixa de transporte aberta no ambiente para ele explorar à vontade.
Outros cuidados importantes
- Marcar a primeira consulta logo depois da chegada, levando todos os papéis recebidos.
- Pôr uma coleira leve com plaquinha de identificação já no primeiro dia.
- Conversar com o veterinário sobre o microchip e o cadastro.
- Abrir a pasta do filhote com a carteira de vacinação e os comprovantes.
- Deixar viagens longas para depois, enquanto o esquema de vacinas não estiver adiantado, a menos que o veterinário diga o contrário.
Conquistas da idade
- Se adaptar à casa nova e ao próprio cantinho de descanso.
- Reconhecer o nome e chegar perto quando chamado.
- Primeiros acertos no lugar do xixi, ainda com muitos escapes.
- Aceitar toque nas patas, nas orelhas e na boca em sessões curtas.
- Primeiras doses do esquema de vacinas, como o veterinário indicar.
- Começar a aprender o senta com recompensa.
Fique de olho
- Chorar nas primeiras noites é comum: acolha sem transformar o choro em brincadeira e mantenha o filhote perto de você nos primeiros dias.
- Fique longe do chão de praças, pet shops e lugares com muitos cães até o veterinário liberar.
- Filhotes de raças miniatura não devem ficar muito tempo sem comer.
- Brincadeira comprida demais deixa o filhote elétrico e mordedor; respeite os cochilos.
- Escada, sofá alto e queda do colo são perigos reais para filhotes pequenos.
- Bronca e castigo atrapalham o aprendizado do xixi e abalam a confiança no tutor.
Checklist desta idade
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Hora de chamar o veterinário
Fale com o veterinário quando
- Na primeira semana em casa, para a consulta inicial, mesmo com o filhote parecendo saudável. Veja o que levar e perguntar.
- Vômito, diarreia (sobretudo com sangue), falta de apetite ou apatia: busque atendimento rápido.
- Filhote fraco, tremendo ou desorientado, principalmente se for de porte miniatura.
- Tosse, secreção no nariz ou nos olhos, ou dificuldade para respirar.
- Para cumprir direitinho as datas das vacinas e dos vermífugos.
A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.
O dia a dia nessa idade: Pense em voltinhas curtas: acorda, xixi, come ou brinca uns minutos, xixi outra vez e um cochilo comprido.
Ver um dia de exemplo para 2 a 3 meses