Passeios Checklist

Passeio seguro com o filhote: calor, chuva e asfalto quente

Lista de cuidados para sair com o filhote no calor, na chuva e sobre o asfalto quente: melhor horário, teste com as costas da mão, água e sinais de perigo.

  • 6 min para ler
  • Segurança e ambiente
  • Saúde e prevenção
  • Rotina e bem-estar
  • Revisto em 7 de outubro de 2026
Passeio seguro com o filhote: calor, chuva e asfalto quente Foto: Gorkaazk

Em grande parte do Brasil, é o tempo lá fora que mais decide se o passeio vai ser seguro. Tardes de 35 °C, asfalto muito mais quente que o ar, umidade lá em cima, temporal no fim do dia e rua alagada fazem parte da rotina de quem tem cachorro. O filhote sofre mais: controla pior a temperatura do corpo, se empolga e não sabe a hora de parar, e tem as almofadinhas das patas mais sensíveis.

Esta lista junta os cuidados práticos para antes, durante e depois de cada saída. Siga como um roteiro até virar costume. E lembre que os passeios na rua só começam depois da liberação do veterinário, tema de Quando o filhote já pode ir para a rua.

Checklist inteiro

0 de 18 feitos

Ver outros checklists

Por que o calor é tão arriscado para o cão

O cão se livra do calor sobretudo ofegando e por áreas pequenas do corpo, como as almofadinhas das patas. Com o ar muito quente e úmido, esse sistema perde força. Exercício, sol na cabeça e chão quente vão somando calor, e a temperatura do corpo pode subir depressa até o golpe de calor, uma emergência que pode matar.

Correm mais risco os filhotes, os cães de focinho achatado (buldogues, pugs, shih-tzus, boxers e outros braquicefálicos), os de pelo muito denso ou escuro, os que estão acima do peso e os que têm problemas no coração ou na respiração. Para eles, o cuidado precisa ser dobrado até em dias só mornos. Carro parado, ainda que na sombra e com a janela entreaberta, nunca é lugar para deixar o cão, nem por alguns minutos.

O teste do chão com as costas da mão

Apoie as costas da mão no asfalto, na calçada ou na pedra portuguesa por onde o filhote vai andar e segure ali por uns 5 a 7 segundos. Se der vontade de puxar a mão antes disso, o chão está quente demais para as patas dele. As costas da mão são mais sensíveis do que a palma, então o teste fica mais fiel.

Pisos escuros, como o asfalto, e chão de pedra ou cimento que pegou sol podem ficar bem mais quentes que o ar e seguem quentes por um bom tempo depois que o sol vai embora. Grama, terra e calçada na sombra são escolhas melhores. Em dia de calor forte, uma volta curta às 21h pode ser mais segura do que uma às 18h.

Chuva, poça d'água e frio

Água parada e enchente na cidade podem carregar a bactéria da leptospirose, que vem da urina de ratos, além de esgoto e lixo. Não deixe o filhote pisar nem beber em poças e alagamentos. Em dia de chuva pesada, faça só saídas rápidas para as necessidades e compense com atividades dentro de casa, como as do tema Enriquecimento ambiental para o filhote.

Filhotes pequenos e de pelo curto sentem frio com vento e garoa, principalmente no Sul e nas serras. Uma roupinha confortável, que não aperte nem atrapalhe os movimentos, pode ajudar, desde que ele tenha se acostumado com ela aos poucos. Na volta, seque bem o corpo, o meio dos dedos e as orelhas, para evitar assaduras e problemas de pele.

Como perceber o golpe de calor

Fique atento a respiração muito ofegante e barulhenta, língua e gengivas bem vermelhas ou arroxeadas, baba grossa, fraqueza, cambaleio, vômito, diarreia e, nos casos graves, desmaio ou convulsão. Notou algum desses sinais? Leve o cão para a sombra, molhe o corpo com água fresca, não gelada, ofereça água se ele estiver consciente e siga imediatamente para um atendimento veterinário, mesmo que ele pareça estar melhorando. Não enrole o cão em toalha molhada, porque ela segura o calor.

Deslizes frequentes

Pensar que no fim da tarde o chão já esfriou.

Asfalto e pedra seguram o calor por horas. Faça sempre o teste com as costas da mão.

Jogar água gelada no cão ou cobri-lo com toalha molhada quando ele esquenta demais.

Use água fresca corrente no corpo e busque atendimento. Água gelada e toalha que prende o calor atrapalham o resfriamento.

Raspar todo o pelo do cão de pelagem dupla para enfrentar o verão.

O pelo também protege do sol. Converse com o veterinário ou com um profissional de banho e tosa sobre a tosa certa para cada raça.

Deixar o filhote beber água de poça no meio do passeio.

Leve a água dele e ofereça antes que ele vá procurar na rua.

Hora de chamar o veterinário

Fale com o veterinário quando

  • Sinais de golpe de calor: refresque com água fresca e procure atendimento imediato.
  • Almofadinhas com bolhas, pele soltando, sangramento ou filhote que não põe a pata no chão.
  • Febre, prostração, vômito, icterícia (mucosas amareladas) ou mudança no xixi dias depois de contato com água de enchente.
  • Coceira, vermelhidão ou mau cheiro entre os dedos depois de passeios na chuva.
  • Para conversar sobre os cuidados preventivos indicados na sua região, incluindo parasitas e doenças que passam pela água.

A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.

Dúvidas que sempre aparecem

Sapatinho de cachorro protege do asfalto quente?

Pode ajudar em situações pontuais, mas muitos cães estranham e andam desajeitados, e a pata abafada também esquenta. A melhor proteção ainda é escolher bem o horário e o caminho.

Dá para sair no calor só para o xixi?

Uma saída rápida para as necessidades, pela grama ou pela sombra, em geral é possível. Fuja do asfalto quente e volte logo para casa.

Como saber se está quente demais para passear?

Não existe um número único, porque umidade, sol, vento, raça e idade mudam tudo. Se você mesmo se sente mal andando no sol, o filhote também está em risco. Na dúvida, deixe para depois ou faça atividades em casa.

Texto ligado ao tema Passeios. O guia desse tema reúne o que fazer em cada idade, os deslizes mais vistos e a lista inteira para marcar.

Abrir o guia de passeios