Etapa do crescimento · Rumo à vida adulta
Cão de 12 a 18 meses
A caminho da vida adulta: troca para a ração de adulto na hora certa para o porte, amadurecimento e treino se firmando.
Foto: Dirk Vorderstraße Entre 12 e 18 meses, o filhote vai virando, aos poucos, um cão adulto. Nas raças pequenas e em muitas médias, o crescimento já acabou; nas grandes e gigantes, ele continua, e algumas só terminam de se desenvolver perto dos 2 anos. O amadurecimento do comportamento também chega em tempos diferentes.
Uma das escolhas importantes dessa fase é a troca para a ração de adulto. Não há data fixa: o momento depende do porte, do ritmo de crescimento e da avaliação do veterinário. Raças pequenas costumam trocar antes, ainda perto de 1 ano, enquanto as grandes e gigantes podem seguir com ração de filhote ou de crescimento por mais tempo.
No comportamento, a adolescência perde força e o treino feito até aqui começa a assentar. É o momento de reforçar o que dá certo, acertar o que ainda falta e montar a rotina que o cão vai levar como adulto.
O que muda no filhote agora
- Fim do crescimento conforme o porte: raças pequenas e médias já estão no tamanho adulto ou bem perto dele. As grandes e gigantes seguem ganhando massa e estrutura, e as placas de crescimento podem ainda estar abertas.
- Amadurecimento do comportamento: a impulsividade da adolescência vai diminuindo. O cão consegue esperar, prestar atenção e se acalmar sozinho com mais facilidade, mas em algumas raças isso pode se estender além dos 18 meses.
- Dentes adultos a todo vapor: a dentição definitiva está completa. Sem escovação regular, a placa bacteriana se acumula com mais facilidade.
- Energia ainda alta: muitos cães jovens continuam bem ativos e precisam de exercício e desafios mentais todos os dias, de acordo com a raça e a saúde.
- Hormônios e comportamento: cães não castrados podem manter forte interesse por outros cães, marcação e tentativas de fuga. As fêmeas continuam tendo cio.
- Necessidades de nutrição mudando: quando o crescimento termina, a necessidade de energia e nutrientes por quilo cai, e manter a ração de filhote além do indicado pode levar ao ganho de peso.
O que vem primeiro
Troca para a ração de adulto
Pergunte ao veterinário qual é a hora certa para o seu cão. Quando chegar o momento, troque devagar, ao longo de vários dias, misturando as rações e aumentando a proporção da nova. Veja Como fazer a transição de ração.
AlimentaçãoDuas refeições e peso sob controle
A maioria dos cães adultos se dá bem com duas refeições por dia. Revise a quantidade depois da troca de ração e acompanhe o peso: petisco também entra na conta.
AlimentaçãoFirmar o treino
Pratique os comandos em situações reais e variadas, aumentando o tempo, a distância e as distrações. As recompensas podem ficar mais espaçadas, mas não devem sumir de vez.
AdestramentoExercício crescente e seguro
Com o aval do veterinário, atividades mais longas podem entrar aos poucos. Nas raças grandes e gigantes, espere a confirmação de que o crescimento terminou antes de atividades de alto impacto.
PasseiosCheck-up e prevenção na vida adulta
Faça a consulta de revisão, mantenha em dia os reforços das vacinas e o controle de parasitas e combine o plano de cuidados para a vida adulta.
Vacinas e prevençãoHigiene como hábito
Escovar os dentes, cortar as unhas e cuidar de ouvidos e pelagem devem fazer parte da rotina da semana. Veja Ouvidos, olhos e pelagem.
HigieneTema por tema, nesta idade
Abra cada área para ver, em poucas linhas, como fica o cuidado com um filhote de 12 a 18 meses.
Alimentação
- Raças grandes e gigantes em geral ainda estão crescendo e podem seguir na ração de filhote de porte grande até 15 a 18 meses ou mais, como o veterinário orientar.
- A mudança para a ração de adulto também é feita aos poucos, ao longo de uma semana a dez dias.
- Com o crescimento chegando ao fim, a necessidade de calorias por quilo diminui: siga a tabela da ração de adulto e confira o peso todo mês.
- Firme os hábitos que vão durar a vida toda: dois horários certos, petisco com moderação e água sempre fresca.
Vacinação e cuidados preventivos
- Aplique os reforços anuais na data que está na carteira, e não mais ou menos naquela época.
- Marque o check-up anual, que pode incluir exames de sangue se o veterinário achar necessário.
- Onde há leishmaniose ou dirofilariose, mantenha a prevenção própria para elas o ano inteiro.
- Coloque a saúde da boca na rotina: o tártaro já pode começar a se acumular nessa idade.
Higiene
- Firme a rotina de adulto: dentes todo dia, pelo conforme a raça, unhas a cada poucas semanas e ouvidos uma vez por semana.
- No check-up anual, peça ao veterinário que examine a boca e diga quando vai ser preciso uma limpeza profissional.
- Acerte o intervalo dos banhos e o tipo de tosa que combinam com a pelagem adulta.
- De vez em quando, volte a premiar o manuseio, para o costume não se perder.
Sono e rotina
- O sono vai ficando parecido com o do adulto: noites inteiras e cochilos mais espaçados ao longo do dia.
- Reavalie a rotina: quantas refeições, a hora dos passeios e quanto tempo o cão fica sozinho, ajustando ao que ele precisa nesta fase.
- Raças grandes e gigantes podem seguir amadurecendo depois dos 18 meses e ainda pedem cuidado com exercício em excesso.
- Se o sono mudar de repente nessa idade (dormir demais, noites agitadas, dificuldade para se deitar), vale conversar com o veterinário.
Socialização
- O jeito adulto do cão vai tomando forma. Alguns ficam mais seletivos com outros cães, e isso pode ser normal: nem todo adulto curte parque.
- Continue levando o cão a lugares novos com tranquilidade, como viagens curtas, cafés que aceitam pets e trilhas.
- Leve em conta as preferências dele e não insista em contatos que o deixam pouco à vontade.
- Medos que persistem raramente somem só com o tempo. Quanto mais cedo vier o acompanhamento profissional, melhor.
Adestramento básico
- Chegou a fase de firmar o que foi aprendido, treinando em lugares e situações cada vez mais diferentes.
- Os petiscos podem aparecer com menos frequência, revezando com elogios, brincadeiras e prêmios do cotidiano, mas sem sumir de uma hora para outra.
- Cães grandes e raças que amadurecem devagar podem manter o jeito adolescente por mais tempo; paciência e constância fazem a diferença.
- Pense em atividades novas, como faro esportivo ou truques, para manter a cabeça do cão ocupada.
Mordidas e comportamento
- O temperamento costuma assentar, mas o que não foi trabalhado se fixa ainda mais. Bom momento para rever o que ainda incomoda em casa.
- Cães grandes chegam à força total: o pulo e o puxão que eram aceitáveis agora derrubam gente. Siga cobrando o cumprimento com as quatro patas no chão.
- Mantenha desafios mentais todos os dias; em cães jovens, o tédio ainda é causa frequente de latido e destruição.
- Mordida com intenção de machucar, guarda de recursos ou ansiedade ao ficar só não passam com a idade: procure ajuda profissional se continuarem.
Passeios
- Fale com o veterinário antes de começar corridas, trilhas longas ou esportes caninos, ainda mais em raças grandes.
- Siga treinando a guia frouxa: um cão adulto e forte que puxa pode derrubar o tutor.
- Continue com horários frescos e com o teste do asfalto; cão adulto também queima a pata e sofre golpe de calor.
- Revise o equipamento: o peitoral pode ter ficado pequeno e a guia talvez precise ser mais resistente.
Enriquecimento ambiental
- Com o crescimento perto do fim, converse com o veterinário sobre exercícios mais puxados.
- Pense em atividades mais organizadas, como esportes de faro ou cursos de adestramento com reforço positivo.
- Siga variando: o cão jovem adulto ainda se cansa de uma rotina sempre igual.
- Revise a quantidade de ração usada nos brinquedos, acompanhando a nova fase da alimentação.
Cuidados por fase de crescimento
- Terminar a troca para a ração de adulto na hora certa para o porte, sempre de forma gradual.
- Adaptar os exercícios ao cão quase adulto, incluindo atividades mais longas se o veterinário liberar.
- Manter as consultas de rotina e o calendário de reforços definido pelo veterinário, agora com intervalos maiores.
- Firmar os comportamentos em situações mais difíceis, como atender ao chamado no parque ou passear em lugares cheios.
- Nas raças grandes e gigantes, lembrar que o amadurecimento não acabou e ter paciência com o jeito juvenil.
Preparação da casa
- Trocar a cama e a caixa de transporte por modelos do tamanho adulto.
- Manter os costumes de segurança da família, como produtos de limpeza e remédios guardados.
- Repensar o espaço do cão adulto: onde ele descansa, come e fica quando todo mundo sai.
- Em cães grandes, conferir telas e grades das janelas, que precisam aguentar mais peso.
Outros cuidados importantes
- Acertar com o veterinário o ritmo de consultas da vida adulta e os reforços anuais.
- Rever a reserva de emergência e o plano de saúde, se houver um.
- Renovar documentos, fotos e telefones de contato.
- Trocar a caixa de transporte por uma do tamanho adulto para as viagens.
Conquistas da idade
- Tamanho adulto alcançado nas raças pequenas e médias.
- Troca para a ração de adulto, no momento indicado pelo veterinário.
- Comandos básicos confiáveis em lugares variados.
- Mais sossego em casa e capacidade de relaxar depois das atividades.
- Rotina de adulto montada, em geral com duas refeições por dia.
Fique de olho
- Trocar a ração de uma vez pode causar desconforto na digestão; a mudança precisa ser aos poucos.
- Seguir com ração de filhote por tempo demais, sem orientação, pode levar ao ganho de peso.
- Raças grandes e gigantes podem ainda estar crescendo: evite exercício de alto impacto sem liberação do veterinário.
- Largar o treino achando que o cão já sabe tudo costuma trazer recaídas.
- Tártaro e mau hálito começam a aparecer quando a escovação não é frequente.
- Cães não castrados podem tentar escapar atrás de fêmeas no cio: mantenha a identificação em dia.
Checklist desta idade
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Hora de chamar o veterinário
Fale com o veterinário quando
- Para decidir quando e como fazer a troca para a ração de adulto.
- Para o check-up de 1 ano, os reforços das vacinas e a revisão da prevenção contra parasitas.
- Para avaliar as articulações, principalmente em raças grandes com tendência à displasia.
- Mancar, dor ao se mexer, ganho ou perda de peso sem motivo aparente ou mudança no apetite.
A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.
O dia a dia nessa idade: A rotina de adulto começa a tomar forma: duas refeições, passeio todo dia, treino misturado ao dia a dia e descanso garantido.
Ver um dia de exemplo para 12 a 18 meses