Alimentação Checklist
Comidas da casa que fazem mal ao filhote
Lista do que circula pela cozinha brasileira e pode intoxicar ou ferir o filhote, o motivo de cada risco e os passos certos se ele engolir alguma coisa.
Foto: Acabashi O filhote conhece a casa pelo focinho e pela boca. Ele acha o quadradinho de chocolate que rolou para baixo da almofada, alcança as uvas na fruteira da mesa de centro e rasga o saco de lixo com as sobras do churrasco de domingo. Muita coisa que comemos sem pensar é tóxica para o cão, e como o filhote pesa pouco, uma porção pequena já basta para causar problema. Alguns desses alimentos fazem efeito em pouco tempo; outros deixam estragos que surgem horas ou dias mais tarde, quando tudo parecia normal.
Abaixo estão os itens que mais aparecem nas cozinhas brasileiras e que precisam ficar fora do alcance do filhote, cada um com a explicação do perigo. A lista serve de guia, não de atendimento: se você desconfiar que ele comeu algo, telefone para o veterinário ou para um pronto-atendimento sem esperar que surja qualquer sintoma.
Checklist inteiro
0 de 18 feitos
A quantidade pesa, mas não é motivo para relaxar
O tamanho do estrago varia conforme o alimento, o quanto foi engolido e o peso do animal. O mesmo bombom que passa sem efeito por um labrador adulto pode ser perigoso para um filhote de spitz com 1,5 kg. O chocolate amargo e o cacau em pó concentram bem mais teobromina que o chocolate ao leite, o que os torna mais arriscados. Com uvas e passas a conta não funciona: ninguém sabe qual quantidade é segura, há cães que sofrem lesão nos rins depois de poucas unidades e outros que não, sem jeito de saber de antemão.
A saída prática é encarar toda ingestão suspeita como razão para falar na hora com o veterinário, contando o que ele comeu, mais ou menos quanto, a que horas e quanto o filhote pesa. Boa parte das intoxicações responde melhor e com tratamento mais simples quando o cuidado começa logo.
Ele comeu algo perigoso: e agora?
Respire fundo e recolha o que sobrou antes que ele volte para terminar. Separe a embalagem ou um pedaço do que foi engolido, porque os ingredientes e a concentração ajudam muito na avaliação do veterinário. Marque mais ou menos a hora em que aconteceu.
Não tente fazer o filhote vomitar sozinho em casa, nem com sal, nem com água oxigenada, nem com receita caseira de nenhum tipo, e não dê leite ou óleo. Certas substâncias machucam mais quando voltam pelo esôfago, e alguns desses métodos são perigosos por si só. Quem decide se vale provocar o vômito, e de que maneira, é o veterinário, que costuma fazer isso com segurança dentro da clínica.
- Tire o alimento de perto dele e guarde a embalagem.
- Escreva o que ele comeu, a quantidade provável e o horário.
- Telefone para o veterinário ou para um pronto-atendimento 24 horas.
- Faça o que for orientado e leve o filhote se pedirem, ainda que ele pareça normal.
Cuidados simples que evitam acidentes
Quase todo acidente acontece quando a casa está distraída: aniversário, visita no sábado, churrasco na varanda, criança lanchando sentada no tapete. Deixe combinado com a família que ninguém oferece comida ao filhote sem saber se pode, e explique o mesmo para quem chega. Lixeira com tampa e portas de armário fechadas já eliminam boa parte do perigo.
Treinar o soltar e o deixar com recompensas e reforço positivo também protege muito. Para os outros riscos da casa, como produtos de limpeza e plantas, leia como deixar a casa segura para o filhote.
Deslizes frequentes
Aguardar algum sinal de mal-estar antes de pedir ajuda.
Com uva, xilitol ou chocolate, o tratamento funciona melhor quanto antes começa. Telefone para o veterinário assim que perceber que ele comeu.
Supor que um pedacinho é inofensivo porque o cão do vizinho comeu e nada aconteceu.
Cada cão reage de um jeito, e o peso conta muito. Um filhote miúdo pode se intoxicar com uma porção que um adulto grande aguenta.
Tentar fazer o filhote vomitar com sal ou água oxigenada.
Esses métodos podem ferir e causar intoxicação por sal. Só provoque vômito se o veterinário mandar e explicar como fazer.
Entregar osso do churrasco para ele roer.
Dê mordedores feitos para filhotes, de tamanho certo para a boca dele, e fique por perto enquanto ele rói.
Hora de chamar o veterinário
Fale com o veterinário quando
- Qualquer desconfiança de que ele comeu chocolate, uva, passa, xilitol, cebola, alho, álcool, macadâmia ou remédio de gente: ligue na hora, mesmo que ele esteja bem.
- Vômito que se repete, baba em excesso, tremores, agitação forte, andar trôpego ou convulsão.
- Barriga estufada e doída, ânsia de vômito sem conseguir vomitar ou falta de fezes depois de engolir osso, sabugo ou caroço.
- Gengiva muito branca ou amarelada, ou fraqueza forte alguns dias depois de comer cebola ou alho.
- Pouco ou nenhum xixi, vômito e desânimo nos dias que seguem a ingestão de uva ou passa.
A lista serve para orientar e não dá conta de todos os casos. Se você olhar para o filhote e sentir que algo não vai bem, acredite no que está vendo e leve-o a um profissional.
Dúvidas que sempre aparecem
Meu filhote deu uma lambida no brigadeiro. Devo me preocupar?
Telefone para o veterinário contando o peso dele e quanto ele lambeu, mais ou menos. Em muitos casos uma lambida não é grave, mas é o profissional quem mede o risco, levando em conta o tipo de chocolate e o porte do filhote.
Posso dar pasta de amendoim?
A versão pura, sem açúcar, sem sal e, acima de tudo, sem xilitol costuma ser usada em porções pequenas dentro de brinquedos recheáveis. Leia sempre a lista de ingredientes, já que algumas versões diet trazem xilitol.
Que frutas e legumes costumam ser seguros?
Em pedaços pequenos e sem tempero, cenoura, abobrinha, maçã sem sementes, banana e melancia sem sementes costumam cair bem como petisco. Apresente um por vez e repare nas fezes. Há mais detalhes em petiscos e água na rotina do filhote.
Texto ligado ao tema Alimentação. O guia desse tema reúne o que fazer em cada idade, os deslizes mais vistos e a lista inteira para marcar.
Abrir o guia de alimentação